Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Adotada em setembro de 2015 por 193 Estados Membros da ONU, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável resultou de um processo global participativo de mais de dois anos, coordenado pela ONU, no qual governos, sociedade civil, iniciativa privada e instituições de pesquisa contribuíram através da Plataforma “My World”.

Sua implementação teve início em janeiro de 2016. Abrange o desenvolvimento econômico, a erradicação da pobreza, da miséria e da fome, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e a boa governança em todos os níveis, incluindo paz e segurança.

É um Plano de Ação universal, que tem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como força motriz. São 17 objetivos e 169 metas de ação global para alcance até 2030, em sua maioria, abrangendo as dimensões ambiental, econômica e social do desenvolvimento sustentável, de forma integrada e inter-relacionada.

Guiados pelas metas globais, espera-se que os países definam as suas metas nacionais, de acordo com as suas circunstâncias, e as incorporem em suas políticas, programas e planos de governo.

Desta forma, o Projeto Geoparque Costões e Lagunas do RJ (GpCL-RJ) exercita, principalmente, os seguintes ODS:

As contribuições do nosso projeto estão ligadas diretamente ao plano de divulgação científica e à estratégia de alcançar a população através das mídias sociais e ações educativas em espaços formais e não formais. A promoção do acesso do público em geral ao conteúdo produzido é essencial.

Temos experiência em popularização da ciência através de projetos como Caminhos Geológicos, Caminhos de Darwin e os diversos produtos do Projeto GpCL-RJ. Destaque deve ser dado ao projeto de Educação voltado para os professores do Ensino Básico, aos livretos educativos, aos eventos de caminhadas guiadas abertas ao público (GeoDias).

As ações adotadas com o intuito de divulgar conteúdos geocientíficos contribuem para que alunos e pesquisadores adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável.

Compreender a importância da Geodiversidade e suas relações como as transformações ocorridas no planeta e evolução da vida pode tornar a sociedade mais sensível à urgência de uma mudança positiva de valores socioambientais.

Neste ODS incluímos as mulheres pescadoras, artistas, quilombolas, marisqueiras, esposas de trabalhadores rurais e com baixa renda, que moram no território abrangido pelo nosso projeto. Nossa meta é aumentar o empoderamento feminino a partir de instrumentos de educação, comunicação e emancipação financeira.

Considerando a pandemia de COVID-19, que agravou a situação das mulheres em vulnerabilidade, principalmente, no que tange aos aspectos de saúde pública, desemprego e violência doméstica, é imprescindível fornecer instrumentos que melhorem a qualidade de vida mediante a mitigação dos impactos socioeconômicos.

Para isso, realizaremos capacitações sobre negócios de impactos socioambientais para criar novas oportunidades econômicas relacionadas ao projeto. Esperamos, assim, transformar o contexto social e ambiental para promover a emancipação financeira, com foco na Geoconservação.

Exemplos de nossas ações nesta linha foram a elaboração de painéis interpretativos para projeto turístico e defesa de geossítio ameaçado vinculados aos Quilombos da Baía Formosa e da Rasa, respectivamente.

A construção e fortalecimento do nosso projeto se faz através de pessoas, onde a busca por igualdade de gênero é um passo fundamental para consolidação da premissa dos Geoparques. A união entre as potencialidades dos grupos de mulheres atreladas ao território e a seus elos criativos fortalece ambas as partes.

Este ODS está no tema central do nosso projeto: Entender as mudanças do passado para pensar o futuro. Nossa preocupação está tanto no inventário dos sítios indicadores de variação do nível relativo do mar no Quaternário, como nas ameaças que as mudanças climáticas podem levar a populações e ecossistemas.

Vale ressaltar que a área de abrangência do projeto é de cerca de 11 mil km², sendo que aproximadamente 15% são de Unidades de Conservação, a maioria costeiras, como o Parque Estadual da Costa do Sol e o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, e 5% correspondem a lagoas e lagunas. Conhecer as ameaças é parte importante das atividades necessárias para alcançar a resiliência da população em combater os impactos e as perdas que podem advir com as mudanças climáticas.

Nosso projeto se desenvolve na área costeira de 16 municípios do litoral norte e leste fluminense. A grande variedade socioeconômica e ambiental deste território faz com que coexistam comunidades de pescadores, quilombolas, cidades com suas mais variadas formas de aproveitamento de recursos, Unidades de Conservação, turismo, e indústria, com destaque para o setor de petrolífero. No mar adjacente localizam-se as duas maiores bacias produtoras de óleo e gás do Brasil: Campos e Santos.

Assim, faz parte da essência do Projeto GpCL-RJ a inserção do tema deste ODS, como também as ações para a Década dos Oceanos, que se inicia em 2021.

Nos projetos educacionais incorporamos ações e atividades que incluem a preocupação com os oceanos, em particular lixo, contaminação industrial, riscos de acidentes com a operação da atividade petrolífera e a importância de preservar as atividades da pesca tradicional.

Entendemos que o mapeamento da Geodiversidade e dos Serviços Ecossistêmicos por ela prestados são essenciais. Bio e Geodiversidade são inseparáveis e, portanto, devem ser olhadas em conjunto.

Nossas pesquisas apresentam relevância em termos de Geodiversidade porque, sendo a base para o desenvolvimento da vida na Terra, mantém com a Biodiversidade uma relação de Suporte entre os Serviços Ecossistêmicos, claramente expressos nas 54 Unidades de Conservação inseridas nos 11 mil km² do GpCL-RJ e suas vilas e cidades, muitas delas localizadas à beira mar.

Também possui relevância quanto aos serviços de Regulação, como aqueles prestados pelos campos de dunas; de Provisão, como a das centenárias salinas da região da Massambaba; de Cultura, nos territórios das comunidades quilombolas e de pescadores tradicionais; e de Conhecimento.

Nosso projeto se insere em um contexto de debates sobre os Serviços Ecossistêmicos, onde se busca uma maior valorização de componentes abióticos e a inserção da categoria “serviços de conhecimento”.

Esta categoria se refere aos elementos que permitem obter conhecimento sobre a história da Terra, dinâmicas naturais, realização de monitoramentos ambientais, etc. Ou seja, locais que propiciam a realização de pesquisas científicas, sendo essenciais especialmente em um contexto de Geociências.

Também, a partir do entendimento do funcionamento do Sistema Terra, promove o empoderamento e pertencimento das populações por meio do conhecimento e cidadania.

Os estudos de mensuração dos impactos dos Serviços Ecossistêmicos fornecem subsídios para estratégias de conservação, contribuindo para a promoção e implantação da gestão sustentável da Mata Atlântica. Tais estudos colaboram para reduzir a degradação de habitats naturais, deter a perda da Biodiversidade, e proteger e evitar a extinção de espécies ameaçadas.

Os Geoparques são soluções do século 21 para a conservação, educação e desenvolvimento local sustentável. É um programa da UNESCO que busca, através da Popularização da Ciência elevar a sociedade ao papel de gestora dos recursos naturais.

O Projeto GpCL-RJ busca esta certificação internacional. Neste website é possível verificar as atividades e ações desenvolvidas neste sentido. Informação de qualidade, aliada a ações de apoio a atividades turísticas de base comunitária, proteção de sítios de relevância para o ensino, ciência e turismo fazem parte da nossa meta de desenvolvimento local a partir da Geoconservação, Geoturismo e Geoeducação.

Uma premissa dos Geoparques é a atuação conjunta, compartilhando as melhores práticas com outros membros. Neste sentido, o Projeto GpCL-RJ disponibiliza regularmente os resultados alcançados com nossas ações, principalmente, no âmbito do avanço do conhecimento científico e dos métodos e técnicas de investigação que possam ser replicados em outros contextos.

Outro aspecto indiretamente relacionado a este ODS é o aumento da coerência das políticas para o desenvolvimento sustentável, pois, os resultados podem subsidiar políticas de conservação e planejamento do território. Assim, com o aporte dos dados gerados, conhecimento e expertise compartilhados, buscamos o fortalecimento de parcerias para promoção do desenvolvimento sustentável.

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