Rio das Ostras

Geologia – As rochas mais antigas são datadas de cerca de 2 bilhões de anos, apesar de também haver outras rochas mais novas. Há aproximadamente 63 milhões de anos, a região foi palco de intensa atividade magmática que deu origem a várias rochas ígneas. Uma característica marcante é a coloração escura das areias das praias do município, que refletem a presença de minerais pesados como magnetita, rutilo e monazita.


PRINCIPAIS GEOSSÍTIOS:

N°19: MONUMENTO NATURAL DOS COSTÕES ROCHOSOS
Localização: 22º31’43.55” S; 41º55’25.38” O
Descrição: A área é acessada pelo costão ao lado da Praça da Baleia, na Praia de Costa Azul. Existe um painel dos Caminhos Geológicos. As rochas são ortognaisses datados em quase 2 bilhões de anos que passaram por intensa deformação em 520 milhões de anos, quando houve o evento colisional que formou o continente ancestral Gondwana. O fraturamento e erosão dessas rochas construíram uma bela paisagem com blocos empilhados de forma harmoniosa. Este local é uma Unidade de Conservação municipal do tipo Monumento Natural.

N°20: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DA LAGOA DE IRIRY
Localização: 22º30’31.55” S; 41º54’50.82” O
Descrição: Localiza-se no final da Praia de Costa Azul, em direção a Macaé. No local foram implantadas trilhas, um mirante e painéis interpretativos sobre a restinga, brejos e dunas e sua fauna e flora. A lagoa possui água salobra e sua cor de caramelo característica deve-se à matéria orgânica presente na turfa que ocorre na região.

N°: PRAIA DO MAR DO NORTE
Localização: 22°27’07.4″ S; 41°51’19.5″ O
Descrição: Localizada aproximadamente a 15 km do centro de Rio das Ostras, a Praia do Mar do Norte é uma das maiores da região. A natureza ali é muito preservada. Com um mar muito azul, onde tartarugas podem ser avistadas, chamam a atenção os costões rochosos e um pequeno corpo d’água que chega à praia. Seus maiores frequentadores são moradores e praticantes de mergulho e pesca, que encontram grande variedade de peixes. Em uma caminhada desde o Tayra Eco-parque até a praia do Mar do Norte, podemos conhecer um pouco das estruturas do passado que moldam a atual paisagem. No alto, em um mirante natural de onde se tem uma bela vista de toda a região, podem-se ver nos barrancos os sedimentos da Formação Barreiras que formam paleofalésias, indicando a variação do nível do mar no passado recente, há 5 mil anos aproximadamente. Nos costões, podem ser observadas rochas metamórficas (ortognaisses e orto-anfibolitos) com aproximadamente 2 bilhões de anos, com estruturas que registram a colisão que formou o Supercontinente Gondwana há cerca de 500 milhões de anos. Cortando estas rochas, são observados diques de diabásio, rochas ígneas subvulcânicas, com cerca de 130 milhões de anos. Verifica-se, também, um tipo especial de sedimentação na praia composta, principalmente, por areia grossa a muito grossa ao longo das enseadas e cascalhos próximos aos costões, evidenciando a área-fonte desses sedimentos. Fraturas em diferentes direções despertam a curiosidade dos visitantes e servem para interpretar os esforços a que estas rochas foram submetidas a grandes profundidades, onde se formaram, e a resposta ao alívio de pressão ao chegarem à superfície após milhões de anos. Chama a atenção uma sequência de belíssimas imagens gravadas nas rochas do costão, atribuídas ao artista Luiz Cláudio Bittencourt – o Dunga. Um lindo lugar para conhecer!


PRINCIPAL SÍTIO DE INTERESSE HISTÓRICO-CULTURAL NA ÁREA DO GEOPARQUE:

N° 11: MUSEU DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO SAMBAQUI DA TARIOBA
Localização: 22º31’44.99” S; 41º56’28.38” O
Descrição: Trata-se de museu, onde a escavação do sambaqui foi feita de forma a preservar as diversas camadas para que o visitante possa entender a distribuição dos achados arqueológicos no tempo e no espaço. O acervo é explicado através de painéis, vitrines e pelos depósitos escavados. Na Rua Bento Costa Junior, 70, no centro de Rio das Ostras.

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