São Pedro da Aldeia

PRINCIPAL GEOSSÍTIO:

N°5: SERRA DA SAPIATIBA E SAPIATIBA MIRIM
Localização: 22º50’45.47” S; 42º11’59.71” O (O acesso se faz pela Rodovia Amaral Peixoto entre Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, na altura da Ponta da Farinha)
Descrição: Foi implantado neste local um painel do Projeto Caminhos Geológicos. As rochas da Serra de Sapiatiba e Sapiatiba Mirim são paraderivadas e sua origem está no metamorfismo de sedimentos marinhos lamosos acumulados no mar existente antes da amalgamação do Gondwana. Esta bacia sedimentar oceânica certamente durou até 600 milhões de anos atrás. Foi denominada de Bacia Búzios-Palmital e compreende as rochas da região de Búzios e das serras da Sapiatiba, Mato Grosso e Palmital.


PRINCIPAIS SÍTIOS DE INTERESSE HISTÓRICO-CULTURAL NA ÁREA DO GEOPARQUE:

N°6: CAMINHOS DE DARWIN
Localização: 22º50’19.55” S; 42º6’13.03” O
Descrição: Na praça Agenor Santos, no centro da cidade, ao lado do coreto foi implantado um painel dos Caminhos de Darwin. Neste painel pode-se ler um trecho do diário de Charles Darwin sobre São Pedro da Aldeia, por onde passou no dia 10 de abril de 1932: “Partimos animados antes que clareasse, mas as 15 milhas [24 km] de areia pesada antes de tomarmos o café da manhã em Aldeia de São Pedro praticamente destruíram os bons modos do nosso grupo.” O centro histórico onde foi implantado o marco comemorativo da passagem de Darwin em São Pedro da Aldeia é tombado pelo IPHAN e pelo INEPAC.

N°7: CASA DA FLOR
Localização: 22º51’2.83” S; 42º3’23.7” O
Descrição: Esta edificação, tombada como patrimônio estadual, está descrita da seguinte forma no Guia de Bens Tombados do Estado (www.inepac.rj.gov.br): A Casa da Flor é obra de arquitetura e escultura de seu Gabriel dos Santos, nascido em 1893, filho de ex-escravo e trabalhador nas salinas de São Pedro d’Aldeia. Montada durante décadas, pelo acúmulo de restos, no dizer do autor “coisinhas de nada” – búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis – a construção, ainda nas palavras de Gabriel, é uma “casa feita de caco transformado em flor”. Aparentemente, insólita e bizarra, essa fabricação onírica “eu sonho para fazer e faço” tem efeitos visuais tão lindos e inesperados quanto os muros do Park Güell, de Antonio Gaudi em Barcelona. Trata-se, sem dúvida, de um traço vital da vertente popular e traumatizada de nossa arte. Com seu sonho realizado, seu Gabriel viveu ali sob luz de lamparina, até 1986, quando faleceu aos 93 anos. Em 2001 a Casa da Flor foi restaurada.

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